China - Pequim - Dia 5
Começamos o dia um pouco mais aliviados pois a dor e a nausea do Alexandre estavam controladas. A Ana também teve a excelente ideia de conversar com a sua prima que estuda medicina, se o remédio que estávamos dando estavam certos e o que mais deveríamos fazer. Recebemos a orientação de aumentar a frequência de duas para quatro vezes por dia do ibuprofeno e para dores mais fortes cloridrato de tramadol. Também deveríamos ficar atentos se o Alexandre passasse a ter dificuldades para urinar.
Tomamos um bom café da manhã e em seguida passamos na farmácia. Diferentemente do ibuprofeno que foi tranquilo de comprar, com o cloridrato de tramadol não tivemos o mesmo desfecho, pois a farmacêutica parecia não entender o que queríamos. No fim pegamos um similar indicado por ela.
Decidimos então ir em direção ao Palácio de Verão. Porém, a viagem de metrô foi mais longa do que o esperado e estava uma sensação térmica de -8°C. Da saída do metrô até a bilheteria do palácio fizemos uma caminhada de aproximadamente 2 km em que vimos mais una vez ruas limpas, ornamentada e repleta de turistas, mesmo com o clima nada agradável (imagem 1 a 3).
"O Palácio de Verão (颐和园) é uma obra-prima do jardim clássico chinês, que reúne o melhor do design, da técnica e das características clássicas da arquitetura paisagística tradicional da China antiga. Ele irradia não apenas a grandiosidade de um jardim imperial, mas também a beleza da natureza em uma combinação perfeita que ilustra da melhor forma o princípio orientador do design de jardins tradicionais chineses: "As obras dos homens devem estar em harmonia com as obras do Céu".
Retornamos, então, em direção ao hotel. Nessa jornada pela China, algo importante para nós são os cardápios com foto, pois isso já nos dá um bom indício de texturas e as vezes de nível de pimenta da comida. Tendo isso em mente, havia poucos estabelecimentos com refeição adequada para nós nas proximidades. Então, para o almoço fomos a um local que servia um wonton de camarão que o Alexandre e a Ana gostaram bastante e eu comi dois espetinhos de tofu defumado (felizmente, sem pimenta).
Mais tarde, para o jantar, fomos em outro restaurante onde o pessoal decidiu ousar nos seus pratos (imagens 7 a 10). A Ana pediu beringela com frutos do mar e o Alexandre sopa de peixe. Esse foi o jantar mais dramático e engraçado da viagem. A Ana Paula é a pessoa mais aberta a experimentar novos pratos que eu conheço e inicialmente estava gostando do seu prato (embora apimentado). Porém, em algum momento, ela mordeu algo que parecia ter se mexido no prato (algo relacionado a textura) e ai a sua percepção sobre o jantar desandou. Já a sopa do Xande parecia o óleo de sardinha puro. Como ele está ainda em recuperação, achou melhor não arriscar e pediu um segundo prato de arroz frito sem pimenta. E eu, fiquei só de acompanhante torcendo para voltar para o hotel e comer o pão de hamburguer e queijo que eu havia comprando no mercado no dia anterior.😅









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