Equador - Quito - dia 07
No horário de sempre despertamos e antes de nos prepararmos para o café da manhã, novamente tivemos mais uma péssima notícia. O Alexandre recebeu um e-mail na madrugada informando que por alguma razão que desconhecemos, o pagamento de quatro passagens de volta para o Brasil, havia sido rejeitado.
Mais uma vez o estresse e a incerteza tomaram conta de nós. Decidimos que avisaríamos a família somente depois de que tudo estivesse resolvido. Extremamente angustiados, fizemos novamente a simulação para compra das quatro passagens e vimos que estas ainda estavam disponíveis pelo site da Copa. Utilizando outro cartão de crédito, efetuamos a compra.
Aguardamos ansiosos em torno de 30 minutos até que recebemos o e-mail da Copa confirmando a compra das passagens. Seguimos para o café da manhã e contamos para a família mais essa inimaginável situação que acabávamos de enfrentar para o nosso retorno.
Depois do ocorrido na noite anterior, e mais essa situação, não tínhamos ânimo e nem nos sentíamos seguros em andar pelo Centro Histórico de Quito. Decidimos ficar o máximo que podíamos no hotel. Conversamos com o pessoal da recepção, que por um valor de 20 dólares, permitiu que ficássemos até às 17 h no quarto.
Fizemos essa escolha pois o nosso voo só partiria à 1:20 da madrugada do dia seguinte para o Panamá, e sabíamos que seria um retorno demorado e cansativo. Saímos do hotel no horário combinado e conseguimos facilmente (com a ajuda de um policial muito solicito, assim como a maioria dos Equatorianos com quem interagimos) dois taxis (a 20 dólares) para o aeroporto.
No caminho fomos acompanhados pela vista do vulcão Cotopaxi que estava lindamente visível, bem diferente do dia em que fomos conhecê-lo. 🥲 O aeroporto internacional Masriscal Sucre não era grande, mas era confortável e possuía restaurantes com preços até que acessíveis para um aeroporto.
Em um dos restaurantes escolhi um prato típico que gostei bastante chamado de "locro de queso", uma sopa bem encorpada que além de saborosa, dá uma boa sensação de saciedade.
No aeroporto também tinha essa linda obra de arte de que eu gostaria de deixar registrada. O tamanho, a combinação das cores e o contraste dos contornos da obra de Jorge Perugachy me chamaram muito a atenção.
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Às 22 h, o balcão para o despacho de bagagem da Copa foi aberto. Fomos atendidos por um funcionário que percebeu que éramos família e estávamos em voos distintos até o Panamá. Sem pedirmos, ele se prontificou a verificar se poderíamos voltar todos juntos no mesmo voo. E felizmente, foi possível.
Embarcamos no avião sem mais problemas, e assim encerramos o dia, felizes por estarmos indo embora do Equador.




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