Hoje partimos para mais uma aventura em meio a natureza. O objetivo: conhecer o Parque Nacional Florestal de Zhangjiajie.
O Parque possui 4810 hectares e ficou famoso pelas suas montanhas em forma de pilares de arenito que inspiraram o filme Avatar, com milhares de picos verticais que parecem flutuar na névoa. Também é um Patrimônio Mundial da UNESCO e o primeiro parque nacional da China.
Iniciamos a viagem solicitando um carro pelo aplicativo Didi. De acordo com a nossa pesquisa, não há transporte público que conduza até a floresta, que está distante aproximadamente 30 km da parte central da cidade.
O custo da viagem inicialmente era de 70 yuans. Porém, conversando com o motorista, entendemos que deveríamos desembarcar em uma outra entrada (a leste) do parque, a mais famosa, conhecida por ter sido a inspiração das paisagens do filme avatar. No final, a corrida saiu por 100 yuans.
Para comprar os ingressos da floresta, há disponível na entrada do parque totens para efetuar o processo de forma autônoma. Como de costume é necessário escanear o passaporte e então efetuar o pagamento.
O custo da entrada (mais taxa do cartão) foi de 239 yuans. Embora, elevado, o ticket permite a entrada no parque por 4 dias seguidos. Por isso, próximo a porta de ingresso da floresta há uma série de hotéis que facilitam aproveitar o local por mais tempo. Infelizmente, não há a possibilidade de comprar o ingresso para somente 1 dia (que era a nossa situação).
Ingressos comprados adentramos no parque. Não nos foi fornecido nenhum mapa (embora, mais tarde, percebemos que outros turistas o possuíam). E isso foi bem importante para a nossa experiência no passeio, uma vez que para se deslocar no parque são disponibilizados ônibus, pois a distância entre os pontos de observação é grande. Porém, não fica claro em que local descer e o que pode ser visto em cada região. Então, meio que seguimos o que os outros turistas faziam.
No primeiro ponto de parada descemos e fomos surpreendidos pela aparição de vários macacos caminhando livremente entre nós (imagens 1 a 3). Eles eram muito fofos, ágeis e expressivos.
Imagem 1: uma família de macacos observando os turistas.
Imagem 2: uma mamãe e seu bebê posando para a foto.
Imagem 3: um macaco deitado no parapeito de uma ponte.
Caminhamos mais um pouco pela trilha (imagem 4) e decidimos pegar um outro ônibus e seguir com o passeio pela floresta.
Imagem 4: vista da trilha do primeiro ponto de parada.
Na segunda parada, sabíamos que era um ponto turístico importante: o elevador Bailong. Este é conhecido como o elevador externo mais alto e rápido do mundo com 326 metros de altura percorridos em cerca de 92 segundos.
Para utilizar o elevador um ingresso adicional deve ser adquirido, no valor de 65 yuans. Porém, para retornar a entrada de origem do parque, é explicado em uma folha de ofício em inglês colada na bilheteria que há 3 possibilidades: retornar a pé em uma trilha de 2 h, pelo elevador ou por teleférico.
Acabamos decidindo pegar o teleférico (para fazer um caminho diferente). Para isso, mais 75 yuans foram necessários para adquirir o ingresso.
Seguimos então para a subida da montanha pelo elevador (imagem 5).
Imagem 5: na parte superior da montanha é possível ver a estrutura do elevador.
Não sei se foi porque a subida foi rápida de mais, mas fiquei um pouco decepcionada com o investimento e o retorno recebido. Se eu tivesse a oportunidade de voltar no parque faria o percurso de ônibus, e gastaria o dinheiro em outra atração.
Após a subida para a parte alta da montanha tiramos alguma fotos e pegamos o ônibus para mais um local onde pudemos observar vários picos em formatos bastante diferentes (imagem 6 e 7). Infelizmente, o céu tinha uma névoa que reduziu a visibilidade a longas distância das Montanhas.
Imagem 6: vista dos picos da montanha.
Imagem 7: destaque para o formato inusitados de um dos picos da montanha.
Já bastante cansados pegamos o ônibus mais uma vez e nos deslocamos para o último cenário do dia. Infelizmente, o tempo estava bastante nublado. Então aproveitamos para olhar algumas lojinhas, contemplar um templo e por fim encontramos um "avatar" (imagem 8 a 10).
Imagem 8: registro de uma grande loja de pedras preciosas e de artesanato do parque.
Imagem 9: um templo localizado no alto da montanha Zhangjiajie.
Imagem 10: um avatar fazendo a segurança de uma loja.
Por fim, pegamos o ônibus e retornamos ao local onde deveríamos pegar o teleférico para irmos embora do parque. Já começava a escurecer e não havia mais muitos funcionários disponíveis para pedir informações. Aliás, a grande maioria não falava inglês.
Quando chegamos ao final do teleférico sabíamos que deveríamos pegar mais um ônibus para voltar para a entrada do parque. Porém, quando chegamos ao ponto de acesso para o ônibus, um homem veio nos ajudar e nos informou (via tradutor) que não havia ônibus para onde queríamos ir e que deveríamos pegar um táxi para retornar a cidade. O valor da corrida seria de 130 yuans.
Meio incomodados decidimos retornar ao teleférico e pedir informações.paea os fiscais que lá estavam. Depois de várias tentativas complicadas através do tradutor conseguimos entender que não havia ônibus direto para a entrada do parque. Mas sim que podíamos pegar um ônibus e depois trocar por outro ônibus. E assim o fizemos.
Mais uma vez ficamos meio decepcionados porque isso não foi avisado em momento algum da viagem. Mas por fim, já noite, conseguimos retornar a entrada do parque e chamar o Didi para nos levar de volta ao hotel.
Na viagem de volta passamos por esse local famoso em Zhangjiajie, imagem 11. A Torre das 72 Maravilhas (também conhecida como 72 Qilou) é o edifício sobre palafitas mais alto do mundo, possuindo 109,9 metros de altura que combina o design tradicional das casas sobre palafitas da etnia Tujia com um toque moderno.
Imagem 11: as luzes da Torre das 72 Maravilhas.
Na imagem 12 é possível ver o contraste da Torre durante o dia, com a sua versão iluminada a noite (imagem 11). Se tem algo que os chineses sabem fazer de maneira impressionante é a iluminação de seus prédios e ruas.
Imagem 12: a impressionante arquitetura da Torre das 72 Maravilhas.
Jantamos perto do hotel e encerramos o dia já em espírito de despedida, pois amanhã uma nova cidade nos aguarda.
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