China - Xi'an - Dia 2
Imagem 1: um arqueiro muito bem conservado constituinte dos "Guerreiro de Terracota".
Iniciamos o dia com um café da manhã farto, com direito a pão, croissants, cereais, iogurte, sucos, fruta, pratos quentes (noodles, arroz frito e alguns desconhecidos por mim) e sopas. Para hoje, tinhamos como objetivo conhecer os incríveis "Guerreiros de Terracota do Imperador Shihuangdi". Para isso, primeiro pegamos o metrô e em seguida um ônibus para a entrada do museu. Por alguma razão, não conseguimos ler o QRCode para pagar o bilhete do ônibus, então, pela primeira vez utilizamos dinheiro (5 yuans por passageiro).
Após 15 minutos de deslocamento chegamos ao conglomerado do museu. Encontrar o local onde comprar os ingressos foi desafiador, mas depois de perguntar para algumas pessoas conseguimos chegar no local certo. Bilhetes comprados, ingressamos no museu.
O museu ocupa uma área de 16.300 metros quadrados, dividida em três seções. O poço nº 1 é o maior e nele há colunas de soldados na frente, seguidas por carros de guerra na parte de trás. O poço nº 2 contem mais de mil guerreiros e 90 carros de guerra de madeira. Por fim, o Poço nº 3 parece ser o centro de comando das forças armadas com 68 guerreiros, um carro de guerra e quatro cavalos.
Iniciamos a exploração do local visitando uma das várias salas de exposição. Nesta, nos deparamos com vários guerreiros muito bem conservados, como o arqueiro da imagem 1. Também havia explicações sobre a possível forma de montagem dos guerreiros (imagens 3 e 4), o seu contexto histórico, as razões para tal etc.. Mais informações indico o site National Geographic.
Imagem 2: exemplares de rostos escavados.
Imagem 3: os cavalos expostos em ótimas condições de conservação.
Seguimos, posteriormente para explorar os poços (que ainda estão e continuarão por muito tempo sendo escavados). A grandiosidade e o trabalho envolvido na criação dos guerreiros é algo estontiante. Remete, por alguma razão a imponência da Muralha da China. Como o povo chinês foi e ainda é capaz de criar obras gigantescas e ao mesmo tempo tão ricas em detalhes? Cada guerreiro parece único, com seus rosto, vestimenta e expressão. Vê-los lado a lado é impressionante, mas observá-los esmigalhados ou em processo de recuperação pelos arqueólogos e restauradores, também causa uma mistura de sentimentos (imagens 4 e 5). Talvez seja pela destruição de algo tão grandioso, ou seja porque em alguns momentos os guerreiros parecem ser de carne e osso. A quantidade de trabalho envolvida e do valor e significado históricos que isso tem para a cultura chinesa (e para o mundo) são inestimáveis.
Imagem 4: alguns do guerreiros estilhaçados.
Imagem 5: o poço mais impressionante com centenas de guerreiros alinhados.
Finalizado o passeio, a saída do museu ainda guardava algumas surpresas: várias lojas de artesantato, lancherias e restaurantes conduziam até o estacionamento e a parada de ônibus. A criatividade dos guerreiros ornmentado as faixadas foi bem surpreendente (imagens 6 e 7).
Imagem 6: a faixada criativa de um restaurante localizado na saída do museu.
Image 7: A faixada de um restaurante muito bem protegido pela réplica de dois guerreiros.
Voltamos para o centro de Xi'an e retornamos ao mesmo restuarante do dia anterior. Pedi outro arroz que dessa vez veio sem pimenta e consegui me alimentar muito bem. Esse restaurante ficava dentro de uma galeira e ao subir no segundo andar (imagens 8 e 9), ficamos impressionados com a quantidade de loja que dominavam aquele andar, sendo a maioria com itens relacionados ao hanfu (roupas, acessórios, maquiagem, fotógrafos, etc).
Imagem 8: as cores e a decoração da galeria onde jantamos.
Imagem 9: lojas disponibilizando itens para o hanfu.
Após a refeição fizemos a nossa última caminhada pela cidade de Xi'an e fomos surpreendidos pela apresentação que ocorria na faixada superior de um restaurante próximo a Torre do Relógio (vídeo a seguir). E assim, encerramos mais um dia incrível pela China.









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