Iniciamos o último dia de viajem na China precisando fazer a compra dos presentes para a família. Primeiramente, tomamos o nosso último café da manhã reforçado do hotel, em seguida organizamos as nossas malas e por fim fizemos o checkout.
Após deixar as malas no hall do hotel fomos em direção a um centro de compras que pesquisamos na internet chamado "Bairong International Flea Market" (imagem 1). Ao chegar no shopping ficamos estupefatos com a dimensão do lugar: são mais de 3 mil lojas dos mais variados tipos de produtos organizados em 200.000 metros quadrados. Caminhávamos entre os corredores dos vários blocos da edificação tendo a sensação de estarmos perdidos algumas vezes. A reflexão que ficou era de que deveríamos ter vindo nesse local no primeiro dia da viagem para comprar roupas mais reforçadas para o frio (certamente há opções para todos os gostos e bolsos).
Imagem 1: um dos vários blocos do imenso shopping Bairong.
Achamos uma única lojinha de souvenires e nela compramos bonés, enfeites de cabelos (imagem 2), talheres típicos (em japonês "hashi" e em chinês "kuaizi"), etc. Como o shopping era focado para as necessidades do dia a dia dos chineses decidimos ir em outro lugar mais voltado a produtos para turistas. Fomos, então, a um lugar chamado "Hongqiao Market" (imagem 3), localizado próximo ao "Templo do Céu".
Imagem 2: minha nova coleção de espetos de cabelo.😁
Imagem 3: a faxada do Honqiao Market.
Quando estávamos nos dirigindo para o interior do mercado, o que primeiro chamou a nossa atenção foi uma placa anunciando pizzas a moda italianas. O Xandinho não resistiu e foi até a pizzaria que de fato parecia servir pizzas com queijo (não durian) e com recheios familiares para nós brasileiros. E ali, no nosso último dia na China, em um restaurante dirigido por um indiano, comemos saborosas pizzas (imagem 4).
Imagem 4: a "última ceia" em uma pizzaria chinesa.
Bem alimentados e cheios de energia, nos preparamos mentalmente para a arte de negociar. Não sei se todo o comércio aqui na China funciona dessa forma, mas para produtos voltados a turistas, você precisa negociar preço. Sim, eu detesto fazer isso, mas negociar é cultural por aqui. Se você não fizer, vai pagar muito, mas muito a mais mesmo por um produto. Por exemplo, compramos uma xícara de 230 por 50 yuans, uma camiseta de 150 por 55 yuans e um boné de 80 por 30 yuans. Nunca terei certeza se fiz um bom negócio ou se paguei muito a mais do que o justo. E aqui, foi o único lugar que além de inglês os comerciantes se arriscaram no espanhol também.😅
Cansados, mas com um sentimento de dever cumprido, no final do dia retornamos ao hotel para organizar as nossas malas e ir em direção do aeroporto. Ao solicitar o Didi, pela primeira vez tive que fazer o pagamento antecipado (o que me deixou meio desconfortável). Geralmente, você paga depois do final da corrida, pois é necessário escolher o método de pagamento (Alipay, WeChat, etc.) e concordar com o valor da viagem. Porém, a Ana Paula fez uma análise que fez muito sentido, de que no passado algumas pessoas devem ter ido até o aeroporto, desinstalado o aplicativo, e deixado o motorista sem receber. Sendo uma ocidental, isso com certeza não me surpreenderia.
Chegamos no aeroporto com 4 h de antecedência para o embarque do nosso vôo, fizemos o check-in sem problemas e próximo a meia noite, embarcávamos rumo de volta ao Brasil. 😊
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