China - Pequim - Dia 2
Iniciamos o dia ansiosos pela aventura de provar o primeiro café da manhã em solo chinês (imagem 2). O refeitório era pequeno e havia menos opções do que esperávamos. Mas, felizmente, havia uma máquina de café em grãos, para a alegria do Xandinho. A senhora que cuidava do café começou a conversar conosco em chinês e obviamente não entendemos nada. Tentamos falar em inglês, mas ela não compreendia. Então, veio a calhar o tradutor simultâneo da Ana Paula. Ela estava nos perguntando se queríamos uma espécie de caldo e massa que eram cozidos na hora. Tentamos explicar que eramos vegetarianos e perguntamos se no caldo ia carne. A conversa não foi 100% clara mas entendemos que sim e então negamos. Para o café havia pastel de belém, pão de sanduíche, ovo frito na hora, algumas frutas e saladas, molhos diferentes, suco e chá, e algumas carnes.
Alimentados, voltamos para o quarto para nos agasalhar pois a temperatura estava próxima a 0ºC. Para o dia de hoje pensamos em conhecer a "Cidade Proibida".
A "Cidade Proibida" é o maior complexo palaciano do mundo e foi o lar de 24 imperadores das dinastias Ming e Qing (1368-1911). Construída entre 1406 e 1420, é famosa por sua arquitetura tradicional, vasta área de 720 mil metros quadrados e por ter sido o centro político da China, com acesso restrito à família imperial e membros da corte.
Para chegar a "Cidade" decidimos nos aventurar no metrô. Pesquisamos na internet qual a linha e estação deveríamos descer. Para comprar o ticket havia máquinas (imagem 3) na estação que aceitavam pagamento em cartão, dinheiro e Alipay. Pagamos pelo Alipay lendo o QRCode que era gerado na máquina. A estação que pegamos o metrô era limpa e organizada. Todos os destinos estavam escritos em chinês, mas também em inglês. Então, a língua aqui não foi um empecilho.
Descemos na estação e fomos em direção a entrada da "Cidade Proibida". Nos chamou a atenção a beleza e a limpeza da avenida na qual deveríamos acessar a entrada. Porém, depois de um tempo, se confirmou algo que a Ana Paula já havia dito e não havíamos dado a devida atenção: os bilhetes de acesso a "cidade" deveriam ser comprados pela internet, pois não havia loja física para isso. Acessamos a internet e tentamos comprar os bilhetes, mas era tarde de mais, não havia mais disponíveis.
Chateados com o nosso primeiro infortúnio, decidimos mudar de planos. Pesquisamos, então, como chegar ao "Templo do Céu", que por sorte era perto de onde estávamos e podíamos ir a pé. No trajeto algo diferente que chamou a nossa atenção é que as motocoicletas usam "roupas" (imagem 4). Os pilotos vestem essa "roupa" que protege o dorso e as mãos do frio.
"O 'Templo do Céu' (em pinyin 'Tiāntán') é um complexo de templos taoístas, o maior do seu gênero em toda a República Popular da China. Foi construído no ano 1420 e tanto a Dinastia Ming como a Dinastia Qing o utilizaram para pedir a intercessão celestial para as colheitas (na Primavera) e dar graças ao Céu pelos frutos obtidos (no Outono)."
Compramos os tickets na bilheteria e algo interessante, é que o nosso acesso ao parque onde está localizado o templo, se deu pela leitura do passaporte. Ao comprar os tickets, tivemos que apresentar o documento e então a nossa liberação para acessar o local ficou associada a ele.
O parque era muito bem ornamentado com árvores antigas e flores (mesmo no inverno) e extremamente limpo. Nosso infortúnio continuou, pois nas segundas-feiras, o templo não é acessível (as portas ficam fechadas). Então, só foi possível caminhar pelas trilhas do parque. Mas mesmo assim, a vista externa do templo e dos seus jardins já fez valer a pena (imagens 5 a 8). E, encontramos também alguns esquilos que alegraram a nossa tarde.
Ainda era cedo, então decidimos conhecer mais um lugar, o "Templo do Lama". Fizemos o planejamento da rota, e seguimos de metrô até o local. Ao sairmos da estação a quantidade de pessoas caminhando pela rua era enorme, e já pressentimos que seria uma experiência interessante.
"O Templo do Lama ou Yonghegong é o templo budista tibetano mais importante que existe fora do Tibet. Construído durante o século XVII como palácio para o príncipe Yongzhen, em 1744 se tornou um importante mosteiro para monges lamas. Atualmente o mosteiro é o refúgio espiritual para um grupo de monges mongóis dedicados ao estúdio da astronomia e da medicina".
Ao entrar no complexo que constitui o templo fomos impregnados pelo forte perfume do incenso que era utilizado pelos fiéis como rito da sua fé. Em frente, a cada um dos vários salões sagrados havia um espaço para as pessoas fazerem a sua reverência e ofertarem incenso. Cada salão (e eram vários) era mais bonito e ou surpreendente que o anterior. E, pra mim, a grande surpresa foi em um dos salões no qual havia um buda gigante, com 17 m de altura (imagem 9) . Dentro dos salões não era possível tirar fotografia, então, segue essa imagem obtida da internet. No mesmo site encontrei esse mapa que mostra a imensidão do local denominado "Templo do Lama" (imagem 10). O site onde obtive as imagens é muito completo, indico para quem quiser saber mais sobre a história do local: https://www.chinajourneyguide.com/pt/lama-temple/.
Ficamos impressionados com a arquitetura e beleza do lugar, que com a luz do por do sol (imagem 1) ficou ainda mais belo. Após umas duas horas de caminhada pelo local, e muitas fotos depois (imagens 11 a 14), descobrimos que tinhamos direito a um pacote de incensos e fomos lá fazer a nossa oferenda (imagem 15).















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