China - Pequim - Dia 1

Após desembarcar da nossa última conexão vinda de Istambul, nossa primeira obrigação em solo chinês era passar pelo controle de imigração. O procedimento foi bastante simplificado, uma vez que já havíamos preenchido o documento de declaração de entrada para estrangeiros ainda do Brasil. Ao passar pelo controle de imigração nos surpreendemos,  na hora da coleta das digitais, pois o procedimento de qual dedo digitalizar e de qual mão foi explicado em português por uma voz vinda do computador do agente que estava nos atendendo, o que facilitou bastante a coleta. Nenhuma informação adicional nos foi solicitada, e rapidamente ganhamos o carimbo no passaporte e seguimos para buscar as nossas malas, que já nos aguardavam na esteira.

Nosso primeiro desafio foi encontrar uma casa de câmbio, ainda no aeroporto pois  a Liliam e o Cristian haviam nos aconselhado a trocar alguns yuans em cédula para caso ocorresse alguma emergência. Segundo a experiência deles, não era fácil encontrar casa de câmbio em outros locais. Por isso, nos dirigimos ao balcão de informações e em inglês recebemos a orientação de como encontrar a casa de câmbio. Deu certo, encontramos o local para a troca do dinheiro (imagens 1 e 2). Trocamos 40 dólares, sendo que 10 dólares foram a comissão da casa de câmbio. Provavelmente, a pior transação financeira que já fiz até hoje. Mas enfim, isso nos deixou mais seguros, caso venhamos a ter algum problema com nosso cartão de crédito.

Imagem 1: cédulas de 1, 5 e 10 yuans.

Imagem 2: o outro lado das cédulas de 1, 5 e 10 yuans.

Em seguida, habilitei o meu eSIM (e que de fato tinha a VPN associada),  consegui acessar o Didi e solicitei o carro pelo aplicativo para nos deixar no hotel. O desafio nesse momento foi o motorista conseguir nos achar dentro do enorme estacionamento do aeroporto. Mais tarde observei que no aplicativo havia um campo em que o motorista havia nos escrito informando onde o seu carro estava estacionado. Mas felizmente, o motorista conseguiu nos encontrar e nos conduziu até o seu carro (elétrico). 

Já era noite quando saímos do aerporoto, mas já pudemos ter um vislumbre de Pequim. Vimos muitos prédios iluminadíssimos, estradas perfeitas, muitos carros elétricos, frio, ar serco e entre grandes avenidas, ruelas que abrigavam casas, e em uma dessas ruelas estava o nosso hotel. Ao adentrar no hotel fomos recepcionados por esse gatinho muito fofo (imagem 3) e sem grandes transtornos fizemos o check-in.

Imagem 3: o recepcionista do hotel.

Estavamos muito cansados e necessitados de um bom banho. Mas antes, embora houvesse garrafas de água, uma jarra elétrica e dois sachês de café no quarto do hotel, precisavamos comprar comida, pois a fome já era grande. Pesquisamos, então, no Google Maps um "mercado" perto. Achamos uma loja 7 eleven a 1 km do hotel e fomos lá. Com o tradutor em mãos foi bem mais fácil comprar comidas não estranhas, do que em relação a experiência no Japão. O desafio maior foi entender como pagar. Depois de um tempo, percebemos que precisavamos gerar o QR Code pelo Alipay, e o atendente do mercado leu o código, e então as compras estavão pagas. 

Voltamos para o hotel, nos alimentamos e o cansaço tomou conta. Finalizavamos assim a nossa primeira noite na China.


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