China - Luoyang - Dia 1
Como de costume nos dirigimos ao café da manhã, e tivemos a grata surpresa de ouvir uma saudação em português. Ao longo da refeição, conversamos com uma brasileira chamada Simone, que já estava na reta final da sua estadia na China e nos deu algumas dicas bem valiosas relacionadas ao uso do Alipay. A principal delas é que podíamos gerar (além de pagar) os bilhetes de metrô, trem e avião diretamente do aplicativo (gerando um QR Code).
Retornamos ao quarto, geramos o QRCode para o metrô e fomos em direção a estação de trem. Como ficamos inseguros em comprar o bilhete através do Alipay (por intermédio do aplicativo Trip) decidimos comprar os bilhetes para a cidade de Luoyang, diretamente do guichê da empresa ferroviária. Para a nossa surpresa, ao se aproximar da hora da partida do trem os preços das passagens subiram.
Passagens compradas, embarcamos no trem rápido, rumo a Luoyang em uma viagem de 3 h. Na maior parte da viagem, a velocidade do trem foi próxima a 350 km/h.
Ao chegarmos na estação de Luoyang nos dirigimos em direção ao metrô. Passamos pelo detector de metais e nossas malas pelo raio-x, como de costume em todas as entradas de metrô aqui na China. Ao tentarmos gerar o QRCode para ser lido pela catraca através do aplicativo do Alipay, obtínhamos uma mensagem de erro.
Saímos da área de acesso, e fomos tentar comprar os bilhetes do metrô diretamente das máquinas (não há vendedores humanos). Porém, o sinal da internet estava muito ruim e o tempo para o pagamento do bilhete expirava antes da transação ser finalizada. O cartão de crédito não era aceito e então, felizmente, tínhamos uma nota de 10 cny, que foi o suficiente para comprar o bilhete que custava 3 cny cada um.
Embarcamos e viajamos em um metrô praticamente vazio. Ao desembarcamos, o nosso hotel nos aguardava a menos de 300 metros da estação. Fazer o check in já foi um pouco mais desafiador do que em relação a Pequim, uma vez que as atendentes não falavam inglês. Porém, com o auxílio do tradutor simultâneo gerenciado pela Ana Paula, conseguimos nos comunicar e entender que precisávamos pagar uma caução (em dinheiro): 100 cny para o caso de perda do cartão de acesso dos quartos.
Caução paga, seguimos para o quarto, deixamos as malas e saímos para conhecer um pouco de Luoyang e encontrar algo para comer. De imediato, o que chamou a nossa antenção foi a quantidade de motos e bicicletas misturadas ao trânsito das grandes avenidas.
Pela nossa observação, o trânsito na China é um pouco mais caótico do que em relação ao Brasil. Bicicletas e motos tendem a não respeitar tanto as regras e os sinais de trânsito, e o buzinaço é frequente por aqui.
Após caminhar por algumas avenidas e ruelas (um pouco assustadoras), encontramos um restaurante que vendia camarões cozidos. Ana Paula e Alexandre dividiram um caldeirão contendo os camarões, cogumelos e um pouco de um caldo apimentado no fundo. Quando me levantei para procurar brotos em um recipiente cheio de hortaliças, que acompanhava o prato, o garçom se aproximou e preencheu o caldeirão com um caldo quente. Em seguida, ligou uma espécie de fogão, que fazia parte da mesa na qual estavamos jantando, e rapidamente o caldo começou a borbulhar. Eu me abstive dos frutos do mar e fui buscar uma panqueca de ovo para comer junto com a Ana e o Alexandre, que se esbaldaram no caldeirão apimentado e borbulhante.
Algo interessante dessa experiência gastronômica é que estávamos em um restaurante bem típico da região. Quando fomos pagar a conta, o restaurante estava completamente lotado e havia uma nuvem de fumaça de cigarro densa dentro do ambiente. Impossível não sair com os olhos e gargantas um pouco irritados. Lembrou o Brasil do final dos anos 90.
De barriga bem cheia retornamos para o hotel e fomos programar a próxima aventura... Agora, em Luoyang.




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