Equador - Quito - dia 2
Acordamos cedo, uma vez que as duas horas de fuso horário "negativo", nos davam essa vantagem. Fomos ansiosos desfrutar do café da manhã do hotel, que nos deixou um pouco decepcionados pela demora e pela simplicidade. Havia pão, ovo, queijo branco, margarina, suco, café, geleia e uma porção de frutas (tudo em pequenas porções, bem diferentes dos cafés brasileiros).
Programamos, então de ir conhecer um pouco mais de Quito, através de um passeio de teleférico. Para isso, conforme a indicação do Google Maps e nos informando com alguns locais, pegamos um ônibus que nos deixaria próximo ao teleférico. Porém, não contávamos com a desagradável situação que aconteceria...
Após alguns minutos de viagem, entrou um rapaz vendendo balas dentro do ônibus. Segundo o discurso dele, ele poderia estar roubando, mas estava ali, honestamente, vendendo as sus balas para conseguir dinheiro para ajudar a sua familia. Algumas pessoas, incluído nós, demos o troco da passagem para esse homem. Depois de uns 5 minutos, o ônibus parou para os passageiros descerem e quando o ônibus estava quase arrancando, o vendedor de balas puxou bruscamente o celular da Cristiane, que estava sentada próxima a saída, e desceu correndo do ônibus.
A Cristiane deu um grito: "ROUBARAM MEU CELULAR". Nós todos ficamos atordoados, sem saber o que fazer. Acho que se passou um minuto, até que o ônibus arrancou e ficamos incrédulos nos olhando. Logo em seguida, uma passageira apontou para um local onde avistamos policiais.
Pedimos para o ônibus parar, descemos, e Cristiane e Ana Paula foram em direção a polícia. Logo em seguida, a polícia e elas saíram correndo na direção para onde o ladrão havia fugido. Um fato interessante, é que as pessoas da rua, apontavam indicando a direção para qual o bandido tinha se descolado.
Após uns 30 minutos, as meninas retornam com a polícia, infelizmente sem boas notícias. Ficamos mais um tempo conversando com os policiais, mas sem mais esperança de resolver o roubo, muito maduramente, a Cristiane decidiu que deveríamos seguir com o passeio, pois não tinha mais nada a ser feito.
A polícia nos escoltou até o ônibus, tivemos que pagar mais uma passagem e após uns 15 minutos descemos na parada que nos deixaria próximos a subida para o teleférico. A vizinhança parecia ser um local perigoso, lembrando um pouco, algumas favelas no Brasil. Pegamos, então, dois táxis que nos deixaram na entrada do teleférico. Esse trajeto levaria em torno de 20 min se fosse feito a pé.
Na entrada da bilheteria do teleférico, encontramos o charmoso cachorrinho da foto e em seguida, compramos o ingresso no valor de sete dólares. Havia no saguão da bilheteria essa linda obra de arte que ocupava toda a parede.
Embarcamos na cabine do teleférico, e após um deslocamento de 18 minutos, com uma linda vista de Quito nos acompanhando, chegamos ao local que permitia observar a cidade de diferentes ângulos. Tiramos muitas fotos, conversamos sobre o ocorrido, tomamos um café e a Cristiane decidiu que gostaria de comprar um novo celular, pois não queria deixar de registrar as aventuras pelo Equador.
Pesquisamos no Google Maps lugares que poderiam vender o mesmo modelo do celular que ela tinha (havia comprado a menos de dois meses). Decidimos ir até um shopping que parecia ter uma loja da Xiaomi. Pegamos uma Van na saída do teleférico e fomos até o shopping Rio Centro.
No trajeto nos surpreendemos com uma parte bem mais moderna e rica de Quito. Para entrar no shopping, tivemos que passar por um detector de metais e mostrar as nossas mochilas para o segurança.
O shopping era semelhante aos do Brasil, e logo encontramos a loja da Xiaomi, onde mais uma vez nos decepcionamos ao descobrir que o modelo do celular que ela gostaria de comprar estava esgotado. Gentilmente, a vendedora nos indicou outro shopping perto de onde estávamos, no qual talvez houvesse o modelo que ela desejava.
Após uma volta em um grande mercado (onde almoçamos uns lanches bem saborosos), fomos em direção ao outro shopping. Lá, nos surpreendemos com um shopping enorme e, após uma boa caminhada, encontramos uma loja da Movistar, onde felizmente a Cristiane encontrou o que desejava.
Finalizada a compra (sem grande complicações), pegamos táxis e encerramos o dia de turistas retornando para o hotel. Para todos foi uma noite de muitas reflexões sobre pobreza, desigualdade, criminalidade, insegurança, arrependimentos, impotência...





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