Japão - Hiroshima (dia 3)

Hoje a nossa estadia por Hiroshima foi bem mais tranquila e revigorante. Pegamos um metrô e em seguida uma balsa para chegarmos até a ilha de Miyajima. Está é famosa principalmente pelos cervos que andam soltos pelas ruas.


Os cervos chegam muito perto esperando ganhar alguma comida. Não vimos ninguém alimentando e também não o fizemos. Algo interessante é que eles olham para gente, bem nos olhos... Encarando mesmo. Da até um certo medinho, novamente (assim como os macacos de Nagano) parece que estão nos julgando. 🤭

Tiramo muitas fotos dos veados e do famoso Torii flutuante, caminhamos pelas ruelas e paramos no templo budista Daisho-in. Esse templo chama atenção pela aparência antiga, a madeira robusta usada em sua construção e a temperatura muito fria do piso, pois temos que entrar descalços.


Em seguida, fomos rumo ao topo do Monte Misen, que é o ponto mais alto da ilha e que está a a 2,5 km de distância do ponto de entrada do parque. A partir de 1km de trilha já amaldiçoei o Alexandre por ter me colocado em mais uma "furada". Embora o trajeto fosse muito bonito em meio a floresta, cheio de lindas rochas e pinheiros, a trilha era bem difícil com degraus altos e uma subida íngreme. 

Depois de mais de 2h de caminhada (sem almoçar) chegamos ao topo do monte. Fomos agraciados com uma linda vista e pequenos flocos de neve que começaram a cair. Descansamos por 10 min e começamos a descer de volta pois o frio era intenso.


No início da descida, peguei uma direção errada e por alguns instantes estávamos perdidos... Deu um certo desespero, pois o cansaço já era grande. Mas depois de 300 m de caminhada encontramos uma placa que indicava que estávamos no caminho certo, mas que não era a mesma trilha da subida.

Para a nossa sorte, essa trilha era bem mais fácil, sem tantos degraus íngremes e tivemos a oportunidade de conversar com uma turista francesa que subiu e desceu o monte quase ao mesmo tempo que nós.

A Jane (ler com sotaque francês) nos contou que estava fazendo trabalho voluntário no Japão como camareira. Em troca, ela recebe hospedagem e alimentação e tem dois dias de folga para poder viajar. Conversamos também sobre as maravilhas do Japão, questões históricas e diferenças culturais dos nossos países. Essa conversa nos marcou bastante porque eram dois brasileiros conversando em inglês, com uma francesa, no Japão... 😬😬

Foi um ótimo dia e novamente ultrapassamos a barreira dos 30 mil passos. Estamos ficando cansados. 🧓👵🏻

Ah, todos os hotéis por aqui fornecem pijamas e chinelos. Pela primeira vez, vesti um dos pijamas... Agora sim, uma verdadeira turista versão japonesa.




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